A Teoria da Culpa Colectiva
12.06.2006
No esquecimento prolonga o exílio; a lembrança é o segredo da redenção.
Ideia-chave gravada em Yad Vashem, o memorial do Holocausto, em Jerusalém.

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Mais um Ano
26.05.2006
É comum em qualquer texto que aluda a determinada data, iniciá-lo com a evocação da passagem de mais um ano. Então, e porque de tal molde “mais um” sempre acaba por traduzir soma de angústias e adicionar fragilidade à reflexão, não vou revelar quantidade mas sim conteúdo, ou seja, vou aqui falar das ocorrências e do que se produziu neste intervalo.
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Alberto Fortunato Manuel “Betão” 1955-1977
21.05.2006

Decorria o ano de 1976, quando Manuel Francisco Neto recebeu, na condição de pai, a seguinte carta:
“Exmº Senhor Saúde e felicidades.
Venho por este meio expor à família de pai da menina Jacinta que a mesma tem laços de amor com o meu filho Alberto. Por causa disso, ela mediante o pedido de meu filho, autorizou-me a escrever-lhe esta carta com o fim de pedir-vos a mão de vossa filha.
Espero que a vossa resposta seja amável, fortalecendo o meu coração e o da minha família.
Com respeito e consideração subscrevo-me.
Luís Fortunato Manuel”
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Nota
15.05.2006
Meus Caros Este espaço terá sem dúvida uma lista de pessoas realmente desaparecidas, mas para tal é necessário que a sociedade civil se auto responsabilize a fazê-la de forma correcta, já que o Estado nada faz. Essa lista é extensa, muitos nomes são sobejamente conhecidos, muitos rostos e nomes já estão neste site revelados. A lista está a ser preparada de forma consistente. É urgente que todos os que, de boa fé, apoiam esta iniciativa da Associação 27 de Maio, peçam a colaboração de familiares e amigos das vítimas para que,dêm na rúbrica TESTEMUNHOS , que estará disponível no próximo aniversário do 27 de Maio, o seu contributo a este trabalho sério. Este será o nosso contributo,ainda possível, para a futura Entidade Independente, que sabemos será um dia criada em Angola.
Assinem o Abaixo Assinado na rúbrica do Site “PETIÇÃO”
José Fuso
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Carta aberta a Pepetela
16.01.2006
Carlos Pacheco*
Caro Pepetela,
A declaração que V. publicou o mês passado a justificar o seu papel na tragédia do 27 de Maio de 1977 é um documento tão cheio de omissões em relação aos factos que refere que eu não posso deixar de tomar uma posição crítica.
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A Paciência de PEPETELA II
26.11.2005

A “experiência de Pepetela” na “selecção de documentos importantes” há muito que tinha sido aguçada. Senão leia-se, o artigo “A Víbora da Cabeça ao Contrário (VCC).” que se reproduz aqui, e que foi escrito a 5 de Maio de 1977 e apenas publicado no Jornal de Angola a 31 de Maio de 1977 “, sabe-se lá porquê só nessa data ”…
Este membro da “comissão das lágrimas”, teve então um momento de “inspiração criativa”, não apenas para imaginar esta fábula sobre as contradições internas no seio do MPLA e a eventual morte do seu Presidente, mas fundamentalmente como transparecerá para um leitor atento, para denegrir a pessoa de Nito Alves, qual “víbora demoníaca” ali apelidado de serpente, na esteira do que já fizera N`Dunduma que, no campo dos répteis, o tinha já também adjectivado de “lagartixa” bem como de outros impropérios.
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Envolvimento na repressão de 77
25.11.2005
Pepetela confessa-se sem admitir rigorosamente nada
Não sei bem porquê, mas sempre tive nas minhas previsões meteorológicas sobre a evolução do clima político angolano, que Artur Pestana, vulgo Pepetela, seria o primeiro a “confessar-se”, na sequência do furacão que em Maio de 77 retirou a vida à dezenas de milhares de jovens do meu país.
Tudo aconteceu, como se sabe, pela força bruta de um processo de eliminação física de antigos camaradas, sem paralelo na história politica africana.
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A Paciência de Pepetela
23.11.2005
Quando ontem ao fim da tarde, abri um mail proveniente de Angola que recebera de um amigo também sobrevivente, lendo de um fôlego o anexo que este me enviara, por momentos pensei que finalmente tinha à minha frente um testemunho com a grandeza de um Prémio Camões. O título não parecia enganar: “Pepetela farto do silêncio do MPLA” .

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Agostinho Neto, uma vida sem tréguas
02.11.2005

O branqueamento em marcha!
Foi na passada semana, lançado em Lisboa, segundo autores e promotores, a primeira extensa e participada biografia de Agostinho Neto.
Lendo o manifesto lá se estampa o branqueamento, das responsabilidades do biografado, na repressão pós 27 de Maio de 1977.
Dos que a este tema se referiram, coube à viuva de Neto, dar-lhe ênfase, acometendo altivamente aos que alude como fraccionistas de serem “… os únicos responsáveis por todos os que morreram no golpe de 27 de Maio de 1977”. Aditou-lhe porem tese inovadora, - “Inclusive, são responsáveis pela morte de Agostinho Neto. Não o mataram durante o golpe, mataram-no de outra maneira” - e escamoteando todo o passado de repressão que já se vinha praticando, conclui: “Eles não são agredidos, são os agressores”.
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Rui Coelho - Um retrato
02.10.2005

Nasceu na Catumbela, viveu no Lobito, brincou nos mangais, cresceu, estudou no Compão, fez a Universidade em Lisboa, ensinou em Luanda. Voltou ao Lobito para casar. Amou Angola. Nunca chegou a conhecer o filho. Da sua execução não se conhecem local, data ou circunstâncias. Tinha 25 anos. Sobrou uma certidão de óbito, lágrimas, saudades e revolta.
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