Um genocídio silenciado

24.06.2005

Milhares de angolanos continuam a sentir-se agredidos na sua consciência e dignidade pelos horrores por que passaram no Governo de Agostinho Neto. Mas o que mais os choca é a atitude dos órgãos superiores do MPLA e do Estado, que persistem em recalcar e anular a memória de tais acontecimentos. Como diria o romancista alemão Gúnter Grass, nenhum país se resigna a viver em paz enquanto nas suas próprias caves houver cadáveres escondidos.

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Pela passagem dos 28 anos do 27 de Maio

08.06.2005

E assim se fez o almoço de confraternização no São João

Wilson Dada

1 - Pouco mais de trinta pessoas compareceram ao “local do crime”.
Foi de facto e de jure muito pouca gente para as dezenas de milhares que sobreviveram, sem falar das centenas de milhares de familiares e amigos que por aí andam e sem nos esquecermos, obviamente, de todos aqueles que foram engolidos pela fúria e pela raiva sem limites.

Era previsível. Não houve qualquer surpresa. O factor preço ($50) pesou bastante nos bolsos furados da maioria que manifestou interesse em associar-se a iniciativa, que no próximo ano vai ter certamente em conta este obstáculo.
Para o efeito contamos já com um patrocínio de peso tendo em vista uma acentuada redução dos custos do projecto de modos a torná-lo mais acessível e abrangente.

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No país onde a culpa morre solteira

08.06.2005

1 - Não deixar passar em branco a data do 27 de Maio, foi o compromisso que assumimos com a nossa sombra, de há uns anos a esta parte, desde que o país quebrou as algemas do totalitarismo, com o consequente enterro do partido único e de toda a sua parafernália ideológica e institucional.

São, contudo, ainda muitas as sequelas do “mono” que se mantêm bem vivas a condicionar o nosso comportamento, o nosso pensamento, as nossas escolhas, os nossos almoços e os nossos jantares.
Este ano resolvemos associar o nosso nome a um projecto tecnicamente simples (um almoço de confraternização) mas que desde logo se adivinhava politica e psicologicamente complicado.

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Carta a Sua Excelência José Eduardo dos Santos

06.06.2005

- NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL -

Sob o lema “LEMBRAR PARA JAMAIS ESQUECER”, por ocasião do vigésimo oitavo ano dos trágicos Acontecimentos de 27 de Maio de 1977, a “Associação 27 de Maio”, na sequência da carta aberta endereçada a sua Excelência o Presidente da República de Angola em 2003, volta a lembrar ao Estado Angolano, na pessoa do seu Presidente, sua Excelência José Eduardo dos Santos, a sua pretensão de que este crie uma Entidade Independente, dotada dos poderes necessários para a correcta averiguação do ocorrido, em nome da verdade, da justiça e do reforço da Democracia.

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As “13 Teses em Minha Defesa”

31.05.2005

Nito Alves

Nota introdutória

Passados cerca de 26 anos do dia 27 de Maio de 1977, eis que nos chega às mãos uma cópia das tão procuradas 13 Teses em Minha Defesa, importante documento escrito por Nito Alves, com o intuito de se defender (atacando) das acusações que vinha sendo alvo.

Várias sessões com direito a maus tratos na cadeia de S. Paulo em Luanda, não serviram para nos dar a conhecer, de uma forma pormenorizada, o conteúdo das mesmas, contudo , e por que vivemos a mesma conturbada época política e também porque conhecemos bem como pensava, e como se expressava o autor, deixa-nos concluir que a presente cópia está conforme o original.

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Índice das “13 Teses em Minha Defesa”

31.05.2005

Índice das “13 Teses em Minha Defesa”

 

1º MÉTODO DIALECTICO E O MÉTODO METAFÍSICO

2º OS ANTECEDENTES HISTÓRICOS – AS DIVERSAS FRENTES DE LUTA GUERRILHEIRA NUNCA SE ENCONTRARAM

3º O QUE É SER VANGUARDA

4º) UNIDADE NACIONAL

5º) O ANTI–SOVIETISMO – ARMA DA CONTRA – REVOLUÇÃO A “LUVA DE FERRO” DO SECRETÁRIO ADMINISTRATIVO DO BUREAU POLÍTICO

6º ) A CIA E A REVOLUÇÃO ANGOLANA

7º) COMO ILUDIR O POVO

8º) A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DA TEORIA

9º ) A PROPÓSITO DA OPÇÃO SOCIALISTA

10º) UM PARTIDO LENINISTA OU UM PARTIDO SOCIAL–DEMOCRATA–MAOÍSTA ?

11º ) ANÁLISE GLOBAL DO 3º PLENÁRIO DO COMITÉ CENTRAL O VERDADEIRO SIGNIFICADO DOS CINCO MINUTOS QUE ENTRARAM NA HISTÓRIA DO MPLA. AS TESES EM CONFRONTO

12º ) CONCLUSÃO FINAL

13º ) EXIJO, NO IMEDIATO SEVERA JUSTIÇA AOS VERDADEIROS RÉUS: O VERDADEIRO VEREDICTO

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Resumo das Preocupações da Amnistia Internacional

26.05.2005

Amnistia

República Popular de Angola
Resumo das Preocupações da Amnistia Internacional (Dez. 1982)

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Maio Audio-Visuais

26.05.2005

DVD

Outras Frases

“Outras Frases”
Produção e Realisação - Jorge António
Duração - 82 m

Prémio de Melhor Documentário para TV
XI Festival Caminhos do Cinema Português, 2004
Apresentação - MUKIXE Produções Audiovisuais
www.mukixe.com

Através da pesquisa e reinterpretação de elementos tradicionais, Ana Clara Guerra Marques, coreógrafa e bailarina angolana, tem procurado ao longo dos últimos vinte anos criar novas estéticas e linguagens para o desenvolvimento de uma dança contemporânea angolana.

Este filme mostra-nos o seu trabalho artístico e pedagógico tendo como pano de fundo a história política e social de Angola. www.claraguerramarques.com

FILME

O Herói

O Herói” , do realizador angolano Zezé Gamboa, depois de ter ganho o prémio do júri do Festival de Cinema de Sundance, nos EUA , foi convidado a abrir o Festival de Cinema “NEW DIRECTORS-NEW FILMS” de Nova Iorque , no dia 23 Março, no “Alice Tully Hall”


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O Meu Poema é o Povo

26.05.2005

O poeta não faz o poema
O poeta escreve a poesia

As massas fazem o poema de ouro que não podem escrever
o povo compõe belos versos que não pode desenhar.

Nos charcos se faz poema de guerra
nos campos arrasados pelas bombas de fogo
o povo canta um poema na travessia de um rio
que devora os que não sabem nem podem nadar
os mortos nos legam versos que não podem ler.

Poemas de Nito Alves


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Pela primeira vez na história do após 27 de Maio de 1977

24.05.2005

Em Luanda antigos “inquilinos” das celas da DISA preparam almoço de confraternização.

Para já ainda nada está garantido quanto ao sucesso desta iniciativa histórica que é a de tentar reunir no próximo sábado, dia 28 de Maio, à mesma mesa de comes e bebes, sem discursos nem proclamações, todos quantos conseguiram sair com vida das celas e dos campos de concentração da “simpática” DISA. Foi uma verdadeira proeza que merece ser recordada pelo menos uma vez por ano na maior das calmas.

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