A Paciência de PEPETELA II
26.11.2005 - Categoria Artigos | 3 Comentários

A “experiência de Pepetela” na “selecção de documentos importantes” há muito que tinha sido aguçada. Senão leia-se, o artigo “A Víbora da Cabeça ao Contrário (VCC).” que se reproduz aqui, e que foi escrito a 5 de Maio de 1977 e apenas publicado no Jornal de Angola a 31 de Maio de 1977 “, sabe-se lá porquê só nessa data ”…
Este membro da “comissão das lágrimas”, teve então um momento de “inspiração criativa”, não apenas para imaginar esta fábula sobre as contradições internas no seio do MPLA e a eventual morte do seu Presidente, mas fundamentalmente como transparecerá para um leitor atento, para denegrir a pessoa de Nito Alves, qual “víbora demoníaca” ali apelidado de serpente, na esteira do que já fizera N`Dunduma que, no campo dos répteis, o tinha já também adjectivado de “lagartixa” bem como de outros impropérios.
Envolvimento na repressão de 77
25.11.2005 - Categoria Artigos | 3 Comentários
Pepetela confessa-se sem admitir rigorosamente nada
Não sei bem porquê, mas sempre tive nas minhas previsões meteorológicas sobre a evolução do clima político angolano, que Artur Pestana, vulgo Pepetela, seria o primeiro a “confessar-se”, na sequência do furacão que em Maio de 77 retirou a vida à dezenas de milhares de jovens do meu país.
Tudo aconteceu, como se sabe, pela força bruta de um processo de eliminação física de antigos camaradas, sem paralelo na história politica africana.
A Paciência de Pepetela
23.11.2005 - Categoria Artigos | 5 Comentários
Quando ontem ao fim da tarde, abri um mail proveniente de Angola que recebera de um amigo também sobrevivente, lendo de um fôlego o anexo que este me enviara, por momentos pensei que finalmente tinha à minha frente um testemunho com a grandeza de um Prémio Camões. O título não parecia enganar: “Pepetela farto do silêncio do MPLA” .

Agostinho Neto, uma vida sem tréguas
02.11.2005 - Categoria Artigos | 15 Comentários

O branqueamento em marcha!
Foi na passada semana, lançado em Lisboa, segundo autores e promotores, a primeira extensa e participada biografia de Agostinho Neto.
Lendo o manifesto lá se estampa o branqueamento, das responsabilidades do biografado, na repressão pós 27 de Maio de 1977.
Dos que a este tema se referiram, coube à viuva de Neto, dar-lhe ênfase, acometendo altivamente aos que alude como fraccionistas de serem “… os únicos responsáveis por todos os que morreram no golpe de 27 de Maio de 1977”. Aditou-lhe porem tese inovadora, – “Inclusive, são responsáveis pela morte de Agostinho Neto. Não o mataram durante o golpe, mataram-no de outra maneira” – e escamoteando todo o passado de repressão que já se vinha praticando, conclui: “Eles não são agredidos, são os agressores”.
Rui Coelho – Um retrato
02.10.2005 - Categoria Biografias | 23 Comentários

Nasceu na Catumbela, viveu no Lobito, brincou nos mangais, cresceu, estudou no Compão, fez a Universidade em Lisboa, ensinou em Luanda. Voltou ao Lobito para casar. Amou Angola. Nunca chegou a conhecer o filho. Da sua execução não se conhecem local, data ou circunstâncias. Tinha 25 anos. Sobrou uma certidão de óbito, lágrimas, saudades e revolta.
Um genocídio silenciado
24.06.2005 - Categoria Artigos | Comentar
Milhares de angolanos continuam a sentir-se agredidos na sua consciência e dignidade pelos horrores por que passaram no Governo de Agostinho Neto. Mas o que mais os choca é a atitude dos órgãos superiores do MPLA e do Estado, que persistem em recalcar e anular a memória de tais acontecimentos. Como diria o romancista alemão Gúnter Grass, nenhum país se resigna a viver em paz enquanto nas suas próprias caves houver cadáveres escondidos.
Pela passagem dos 28 anos do 27 de Maio
08.06.2005 - Categoria Artigos | 1 Comentário
E assim se fez o almoço de confraternização no São João
Wilson Dada
1 – Pouco mais de trinta pessoas compareceram ao “local do crime”.
Foi de facto e de jure muito pouca gente para as dezenas de milhares que sobreviveram, sem falar das centenas de milhares de familiares e amigos que por aí andam e sem nos esquecermos, obviamente, de todos aqueles que foram engolidos pela fúria e pela raiva sem limites.
Era previsível. Não houve qualquer surpresa. O factor preço ($50) pesou bastante nos bolsos furados da maioria que manifestou interesse em associar-se a iniciativa, que no próximo ano vai ter certamente em conta este obstáculo.
Para o efeito contamos já com um patrocínio de peso tendo em vista uma acentuada redução dos custos do projecto de modos a torná-lo mais acessível e abrangente.
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No país onde a culpa morre solteira
08.06.2005 - Categoria Artigos | 2 Comentários
1 - Não deixar passar em branco a data do 27 de Maio, foi o compromisso que assumimos com a nossa sombra, de há uns anos a esta parte, desde que o país quebrou as algemas do totalitarismo, com o consequente enterro do partido único e de toda a sua parafernália ideológica e institucional.
São, contudo, ainda muitas as sequelas do “mono” que se mantêm bem vivas a condicionar o nosso comportamento, o nosso pensamento, as nossas escolhas, os nossos almoços e os nossos jantares.
Este ano resolvemos associar o nosso nome a um projecto tecnicamente simples (um almoço de confraternização) mas que desde logo se adivinhava politica e psicologicamente complicado.
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Carta a Sua Excelência José Eduardo dos Santos
06.06.2005 - Categoria Apelos | Comentar
- NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL -
Sob o lema “LEMBRAR PARA JAMAIS ESQUECER”, por ocasião do vigésimo oitavo ano dos trágicos Acontecimentos de 27 de Maio de 1977, a “Associação 27 de Maio”, na sequência da carta aberta endereçada a sua Excelência o Presidente da República de Angola em 2003, volta a lembrar ao Estado Angolano, na pessoa do seu Presidente, sua Excelência José Eduardo dos Santos, a sua pretensão de que este crie uma Entidade Independente, dotada dos poderes necessários para a correcta averiguação do ocorrido, em nome da verdade, da justiça e do reforço da Democracia.
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As “13 Teses em Minha Defesa”
31.05.2005 - Categoria 13 Teses | Comentar

Nota introdutória
Passados cerca de 26 anos do dia 27 de Maio de 1977, eis que nos chega às mãos uma cópia das tão procuradas 13 Teses em Minha Defesa, importante documento escrito por Nito Alves, com o intuito de se defender (atacando) das acusações que vinha sendo alvo.
Várias sessões com direito a maus tratos na cadeia de S. Paulo em Luanda, não serviram para nos dar a conhecer, de uma forma pormenorizada, o conteúdo das mesmas, contudo , e por que vivemos a mesma conturbada época política e também porque conhecemos bem como pensava, e como se expressava o autor, deixa-nos concluir que a presente cópia está conforme o original.




