História sobre o 27 de Maio de 1977 tem que ser contada
20.02.2008
A Fundação Agostinho Neto numa declaração divulgada pelo Jornal de Angola na sua edição de 18.Fev.2008, e assinada pela presidente do seu conselho de administração, a propósito dos livros e artigos publicados sobre o 27 de Maio de 1977, aduz que os “ditos historiadore(a)s apenas contam mentiras e versões do lado dos golpistas, sem nunca se preocuparem em ouvir o MPLA, o Governo e outros participantes, nem respeitam as evidências históricas”. Nós, na Associação 27 de Maio, sobreviventes que somos dessa sangrenta expurga, replicamos. Revelem-nos as mentiras, apresentem a vossa versão, reprovem o silêncio de muitas testemunhas e participantes directos que ainda estão vivos, mas desenganem-se: a razão do seu mutismo é outra, não é por saberem que a verdade está a ser, ou não, contada. Para tirar dúvidas, incitem-nos a falar e ouçamos o que nos têm para revelar.
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… A caravana passa
12.02.2008

Ler o Jornal de Angola é um hábito que não cultivo. Fiquei com esta repulsa desde os tempos em que as suas páginas destilavam ódio, prestimosa ajuda para atiçar o uso da violência, da tortura e da morte como o foi no pós 27 de Maio de 1977. Por estas e por outras, jamais lhe prestei a atenção. Aconteceu porém ter sido desinquietado, via e-mail, para ler o que agora lá se dizia a propósito do livro “A Purga em Angola”. Bastou-me ler o título, para de imediato pensar: o N’Dunduma voltou. Fantasia, desta vez ele não está lá, porém deixou escola, senão que jornalismo sério difundiria um escrito tão reles?
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Por ocasião do Lançamento do Purga em Angola
05.11.2007

Por ocasião do lançamento do livro PURGA EM ANGOLA, Margarida Ângela, jornalista da RDP África, colheu de alguns dos presentes, impressões que podem ser ouvidas aqui.
(Deixe carregar um pouco, antes de começar a audição)
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Ademar Valles: Alegria de Viver
19.07.2007

Nessa noite, chegou uma brigada da DISA, com uma lista de nomes, para entrarem numa ambulância. Todos sabiam o que aquilo significava. A viagem para a morte, sem julgamento, sem o mínimo direito à defesa.
O Ademar seria assassinado nesse dia.
Os seus verdugos, esses, continuam impunes, enquanto Angola aguarda o dia em que a reconciliação seja possível, com a assumpção de responsabilidades…
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Isa Pereira - Regresso
26.06.2007
Zé Agostinho musicou o belíssimo poema REGRESSO, de Amílcar Cabral, hoje celebrado nas vozes de Cesária Évora e Caetano Veloso e que por sorte encontrei nesta brasileira versão de Isa Pereira.
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José Agostinho
21.06.2007

Já não faz parte do nosso quotidiano, José da Piedade Agostinho, o cantor e compositor que também foi dirigente da JMPLA, a organização política da juventude. Comigo partilhou alguns dos momentos mais sérios, por que talvez tenhamos passado, na sequência repressora do 27 de Maio de 1977.
Hoje, evoco aqui o saudoso companheiro com quem tive o privilégio de entoar tantas canções.
Estivemos juntos na cela “D” da cadeia de São Paulo, no mês de Junho de 1977, e aí cantámos. Levaram-nos um dia, quis a desdita, para o Campo de Concentração do Tari, na Quibala, e também aí cantámos. A 29 de Setembro de 1979, dia em que, assim ditou a sorte, recebemos ordem de soltura, voltámos a cantar.
Quem no Tari, dos que por lá penou, se não lembra do Kitaxi, Kitaxi, ou daqueloutra – É preciso cantar, cantar sempre, cantar sem medo – ser cantada por mil vozes? Foi também aí, lá para as terras do Kuanza-Sul, numa noite de enorme inspiração e com o talento que lhe era próprio, que Zé Agostinho musicou o belíssimo poema REGRESSO, de Amílcar Cabral, hoje celebrado nas vozes de Cesária Évora e Caetano Veloso e que por sorte encontrei, nesta brasileira versão de Isa Pereira. Não resisti, fiz um “roubo”.
Boa audição.
José Reis
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Ainda a “Nuvem Negra”
11.06.2007

Após sôfrega leitura do “Nuvem Negra”, o drama do 27 de Maio de 1977, da autoria do nosso companheiro Michel, testemunho pungente dos horrores por que passou, acrescentámos ao extenso rol de torcionários que tão bem já conhecíamos, – Eduardo Veloso, Carlos Jorge, Pitôco, Jeituera , etc os Manhingas, os Carindowaluas , os Elias e até, por anuência, o Soba Kapalandanda.
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Lançamento do Livro “Nuvem Negra – O Drama do 27 de Maio de 1977” de Miguel Francisco “Michel”
08.06.2007
Miguel Francisco, advogado, militante do MPLA, antigo prisioneiro do 27 de Maio, é o autor de “Núvem Negra - Drama do 27 de Maio de 1977″, que traz a público uma versão, cujo objectivo, segundo ele mesmo diz, é o esclarecimento da verdade.
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Entrevista a Carlos Pacheco (TSF)
03.06.2007
Entrevista conduzida por João Paulo Meneses (TSF) ao historiador Carlos Pacheco, no aniversário do 27 de Maio de 1977. Clique aqui para ouvir
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Sita Valles – Um Retrato
31.05.2007

No início do ano de 1950, uma velho barco com o sugestivo nome de “28 de Maio”, chegava ao então enclave de Cabinda, transportando, entre outros passageiros, Edgar Valles e a mulher Maria Lúcia Dias Valles, um casal de goeses.
Engenheiro agrónomo integrado nos quadros dos Serviços de Agricultura e Florestas de Angola, Edgar Valles fazia o percurso típico do funcionalismo público nas colónias. Começava-se nas localidades mais longínquas e terminava-se a carreira normalmente na capital, Luanda.
As condições eram inóspitas em Cabinda, naquele tempo. Comía-se chicuanga, em vez de pão, raízes de maninhot em vez de batatas. Não tinham casa, mas uma estrutura denominada pavilhão. Ler mais »
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