Nito Alves 1945-1977

Nito Alves 1945-1977

Com base na obra de Nito Alves, ”Memória da Longa Resistência Popular”, editada pela África Editora em 1976, procura-se traçar aqui o perfil do Guerrilheiro, do Poeta e sobretudo do Revolucionário.

Acreditando que a Revolução podia ser comparada a uma monstruosa elevação feita de vertentes escarpadas e difíceis de transpor e que só os fortes e persistentes a poderiam escalar, Nito Alves, fiel ao heróico Povo Angolano, aos guerrilheiros e a todos os colegas de armas e sofrimento, abatidos durante a guerra, seguiu o seu exemplo até às últimas consequências possíveis da sua opção política.

A 23 de Julho de 1945, na aldeia do Piri, concelho dos Dembos (actual província do Kuanza Norte ) nasceu em Angola, Alves Bernardo Baptista, filho de Bernardo Baptista Panzo e de Maria João Paulo.

Teve uma infância e adolescência, profundamente marcadas pela agressão e hostilidades permanentes de condicionalismos sociais e políticos que o rodeavam e comprimiam, frutos malditos do colonialismo opressor que mantinha ferozmente dominada a sua pátria e o seu povo.

Falando um dia de si afirmou:

“A minha infância é comum à de todas as crianças na minha dura condição de jovem, numa aldeia sem luz eléctrica, nem água canalizada, nem um mínimo de requisitos.”

“A minha instrução primária foi toda ela feita na Escola Rural da Missão Evangélica do piri.”

“Tinha eu treze anos de idade, quando comecei a sentir em mim um sentimento de revolta consciente contra o colono e que hoje explico fundamentalmente por quatro fenómenos que recordo com nitidez, pois marcaram-me profundamente:”

E que acontecimentos influenciaram então decisivamente este jovem de 13 anos?

  • O facto de um Missionário protestante, obrigar os alunos a ir nas férias para a roça dos colonos colher café.
  • O cenário de sangue que frequentemente se desenrolava ante os seus olhos em que mulheres e homens-contratados eram forçados a colher café nas plantações cafeícolas da então Sousa Leal, do alemão Kay.
  • O da visão que este jovem tinha do drama do ajudante negro que passava em cima da camioneta do colono, sempre de cabelo enevoado de poeira.
  • O facto de ter sido reprovado no exame da terceira classe e de ouvir a justificação do padre católico que presidia ao júri: «ele sabe aritmética, fez bom ditado, boa cópia, um desenho regular, mas tem de reprovar porque é protestante e não sabe a Ave-Maria!

“Concluída a instrução primária em 1960, parte para Luanda onde seu pai conseguiu matriculá-lo…Ganha uma bolsa de estudo e parte para o Quéssua, Malange, onde faz o segundo ano liceal. Regressado a Luanda, frequenta o Colégio da Casa das Beiras…

Nito Alves nunca esqueceu a Directora daquele Colégio, Olívia de Oliveira Martins Conde, que terá contribuído decisivamente para que ele terminasse o 2º ano do ensino liceal.

“Em 1966 começa a trabalhar na Direcção Geral da Fazenda e Contabilidade, em Luanda, tentando simultaneamente prosseguir os estudos, no curso nocturno do 6º ano do então chamado Liceu salvador Correia. Entretanto, vinha desenvolvendo desde 1965 intensas actividades políticas clandestinas que acabaram por o tornar alvo das atenções da PIDE. Muitos dos seus camaradas são presos e enviados para o terrível campo de S. Nicolau. Nito Alves, porém, no próprio dia em que iria ser preso (6 de Outubro de 1966), consegue escapar-se às garras daquela sinistra polícia.

“Alves Bernardo Baptista e Lima Pombalino Martins (Tadeu )…,chegam à Primeira Região Político Militar do MPLA no dia 9 de Outubro de 1966”

“Sob o comando de um então já bem conhecido comandante militar, Jacob Alves Caetano, cuja lenda corre todo o norte de Angola como o grande Comandante Monstro Imortal…, instala-se na área do esquadrão Cienfuegos e anima-se toda a região.”

“Intenso e duro treino de guerrilhas aguarda o jovem Alves Bernardo Baptista: todo o ano de 1967 é o teste de sangue e fogo em que presta brilhantes provas. Em 1968 com a chegada de parte dos sobreviventes do Esquadrão Kamy, Nito Alves é chamado para a direcção do CIR. Até 1971 mergulha a fundo no estudo do Marxismo-Leninismo, como autodidacta que a própria luta quotidiana vai caldeando em permanente apuramento.”

“O ano de 1973 findava carregado e negro de perspectivas para os homens da Primeira Região. O cerco de ferro e de fogo do colonialismo agónico, apertava-se sobre a Primeira Região Militar“, e foi contado assim:

“Guerra sem frente, nem retaguarda / “faltaram as munições” / “Vieram os “Flechas”, os “G.es” e “T.es” / “fizeram tiros na noite e na madrugada/ e mataram, mataram, assassinaram, assassinaram”. E “vieram as doenças inimagináveis” e o “monstro da fome com o seu cortejo de mortes”. Porém, “O Povo não se rendeu”. Na Primeira Região Militar de Angola, no mais aceso e desesperado cerco de ferro e fogo que o colonialismo cada vez mais ia apertando, “esgotaram-se todas as leis da guerrilha e toda a inteligência militar”, reúnem-se os responsáveis político militares …

Nestes excertos do seu livro, faz-se referência a um dos momentos mais decisivos da luta da 1ª Região Político Militar. Esse momento em, que reunidos os mais velhos, se encarou a hipótese de parar a luta pelas dificuldades inultrapassáveis face à pressão do exército colonial, da FNLA e ao isolamento a que esta região militar estava votada pela impossibilidade de receber apoios da Direcção do MPLA no exterior. No entanto, esse isolamento era também na altura a realidade de todo o MPLA, que esteve mesmo em vias de ser esmagado no exterior de Angola, pela pressão de muitos estados Africanos contra a direcção de Agostinho Neto.

Nito Alves teve neste contexto, em meados de Janeiro de 1974, um papel decisivo quando foi designado pelos mais velhos para ir a Luanda clandestinamente em busca de apoios e para estudar hipóteses de lançar a guerrilha urbana. Fê-lo juntamente com o seu velho companheiro de aventura e guerrilha o camarada Adão. Sabe-se que muitas portas se lhes fecharam quando se anunciaram aos contactos de ligação que existiam. Ficaram por se saber alguns desses nomes que bateram as portas, no entanto dois nomes ficaram na história de um encontro, o de Albertino Almeida e do Dr. Macmahon Vitória Pereira. Estes receberam e apoiaram Nito Alves que no seu regresso levou à 1ª Região as boas novas que por lá soaram como um sopro de esperança de uma reviravolta eminente em Portugal. Cerrou-se então fileiras entre os combatentes para resistir por todos os meios ao desânimo que se apoderava de todos.

Nito Alves regressa a Luanda em Maio de 1974, depois do 25 de Abril em Portugal. Os contactos com Zé Van-Dunem,Valentin, Betinho e outros nessa ocasião, preparam as condições para se deslocar a Brazzavile a um encontro em Agosto com o Presidente Dr. Agostinho Neto. Participa depois em representação da 1ª Região Político Militar no Congresso de Lusaka na Zâmbia aonde apoia Agostinho Neto contra as oposições internas da Revolta Activa e da revolta de Chipenda. Participa na Conferência Inter-Regional de Militantes nas chanas do Leste de Angola, logo depois do Congresso e da assinatura dos acordos de paz com o Exército Português. Na CIRM de 1974, o também chamado congresso dos partidários de agostinho Neto, dá-se o encontro dos combatentes das matas vindos das várias regiões político militares com os do exílio e com os activistas das células clandestinas de Luanda. Nito Alves como representante da I Região Político Militar em estreita ligação com José Van Dunem dos comités clandestinos, tem ali um papel determinante na adesão da maioria dos dirigentes e chefes militares à liderança política de Agostinho Neto bem como da caução política que este recebe dos sectores simpatizantes dos centros urbanos . É eleito para membro do Comité Central entre os 34 militantes que sai da CIRM.

Nito Alves tem um papel importante no afluxo em massa de centenas de jovens citadinos aos CIR- Centros de Instrução Revolucionária a partir do mês de Setembro, destacando-se durante toda a segunda guerra de libertação nacional , contra as forças concertadas da África do Sul e do Zaire, que tentaram impedir a Independência de Angola a 11 de Novembro de 1975.

Grande mobilizador da massa militante do MPLA nas cidades, à frente do DOM Nacional (Departamento de Organização de Massas), homem com grande capacidade organizativa, dedicado às tarefas da revolução a cada momento, Nito Alves foi nomeado a 15 de Novembro de 1975 Ministro da Administração Interna da jovem República Popular de Angola. Nessas funções, dirigiu a organização Administrativa do país até à III reunião Plenária do Comité Central do MPLA em Outubro de 1976, implementando a Administração do território através da figura dos comissários provinciais. Foi ainda o obreiro da lei do poder popular, que criou ao nível local organismos de gestão dos problemas das populações.

Na III reunião plenária, em Outubro de 1976, Nito Alves é suspenso das funções que desempenhava no governo e no Movimento, juntamente com José Van Dunem a pretexto da acusação de terem sido protagonistas de um 2º MPLA. Estes dirigentes teriam segundo a versão oficial, de uma forma Fraccionista, reunido numa estrutura paralela grande parte da massa militante do MPLA. Estes dois dirigentes ficaram suspensos das suas funções durante um período de mais de 6 meses, aguardando as conclusões de uma suposta comissão de inquérito que apenas os ouviu em Fevereiro de 1977. Acabaram por ser expulsos do MPLA a 21 de Maio de 1977, numa reunião magna de militantes, convocada pela direcção, presidida por Agostinho Neto e realizada na cidadela em Luanda.

Vendo-lhe negado o direito à defesa e sujeito a toda uma campanha de calúnias e ataques pessoais públicos, conduzidos pelo único órgão de imprensa existente, o Jornal de Angola, dirigido por Costa Andrade, N`Dunduma, Nito Alves acabou por ser condenado antes mesmo de ser ouvido. Em legítima defesa, escreveu então as famosas “13 Teses da minha defesa “, com o intuito de dar a conhecer aos restantes membros do MPLA, bem como às organizações de massas e regionais as razões do seu afastamento.

Tal documento, ao ser divulgado indiscriminadamente, deu origem ao aumento da repressão sobre a massa militante , tendo na altura muitos deles sido conduzidos às cadeias, apenas pelo simples facto de as terem lido ou de a elas se referirem.

Nos seis dias posteriores a 21 de Maio, Nito Alves terá então encabeçado um movimento de contestação aberto às medidas repressivas da direcção do MPLA, em particular em Luanda, que não tendo as características de um golpe de estado , que lhe atribuíram, teve contudo o apoio dos sectores militares determinantes.

Estes acontecimentos terminaram a 27 de Maio de 1977, com a intervenção do exército cubano, em defesa da ala de Agostinho Neto. Não se sabe até hoje se Neto terá sido o principal mentor da acção repressiva que se seguiu ao dia 27 de Maio, ou se manietado por uma outra força mais poderosa e sombria, ficou prisioneiro das sua opções de momento ao apoiar a minoria contra a massa de militantes contestatários.

No rescaldo dos dias posteriores ao chamado “ Golpe de Estado “, Nito Alves terá fugido para a sua região de origem, a célebre I Região Político Militar do MPLA, aonde acabou por ser apresentado à televisão como supostamente capturado pelas populações locais. A confirmar-se a hipótese de ter sido feita uma montagem da sua captura, tal confirmaria a hipótese apontada por muitos de se ter ele próprio vindo entregar a Luanda a fim de evitar mais mortes. Sabe-se também que depois de preso, foi selvaticamente torturado e humilhado. Recentemente, houve o testemunho de um militar de nome João Kandada, a residir em Espanha, que assumiu o ónus de o ter fuzilado sob ordens de Iko, Onambwe e Carlos Jorge, estando ainda a assistir Ludy Kissassunda Veloso e outros. Este confesso assassino diz ter cometido tal crime a mando da chefia da DISA, reconhecendo ainda que corpo do lendário comandante da I Região Político Militar, foi posteriormente atirado ao mar com pesos para se afundar. Confessou também na mesma entrevista, publicada no jornal “folha 8” de 26 de Maio de 2001, que a célebre ambulância com os heróis carbonizados, teria feito parte do plano para diabolizar os apoiantes de Nito Alves tendo sido o mesmo concebido e executado por pessoas da DISA.

O mistério da sua morte, obscurece-se com o passar dos anos, em que os dirigentes ainda vivos, silenciando as suas vozes se mostraram até agora incapazes de confessar os hediondos crimes, pretendendo ocultar às gerações futuras factos históricos relevantes da Nação Angolana. Sabe-se também, que a título póstumo, Nito Alves terá recentemente sido promovido de Major a Brigadeiro.

Nito Alves disse um dia: “Os que fazem a História nem sempre podem escrevê-la

27 de Maio - 28 anos

Sugestões

25 Respostas

  1. Mila Galhardo diz:

    Falei uma vez com o Nito. Do pouco que conversámos e do pouco que observei deu para perceber a grandeza da sua força interior. Ofereceu-me 3 volumes da “HISTOIRE DE L’HUMANITÉ” edição 1968 da UNESCO.
    Mantenho comigo esta obra pelo valor estimativo que ela encerra, pelo respeito que me merece.

  2. Kalulo diz:

    Tenho Orgulho De Ser Negro

  3. Sousa diz:

    Sou muito jovem tenho 26 de facto fico triste ao ler estas coisas ruim q o povo angolano em particular Nito sofreu.

  4. M'o Patinho diz:

    “Matem-me, e do mesmo jeito matarao a nossa nacao” BANG BANG BANG… E la se foi o nosso Revolucionario. Minha gente e tempo de reflexao!

  5. Helder Aderito Mussunda Cassul diz:

    (***@***)

  6. Etumwenlen diz:

    Nao imaginam como estou contrnte,um tesouro. digo isso porque foi ao acaso que eu discubri este site. tenho 27 sempre adimirei o lendario comandante nito.oje eu tenho comigo algumas fotos do grende che nito alves. por ironia do distino o omeu filho nasceu no 27 demaio. e uma data que me marca muinto, esai no inferno da que pais, tambem no dia 27 de .maio tivi muintos tenho tido , com ainda fanaticos do mpla dos santos.faco apelo para que poblique mais esse site obrigado senhor mateus associacao 27 de maio.apesar de ser do sul de angola admirei muinto comandante nito.levem os assassinos no tribunal omais rapido posivel.eu ainda melembro no meu kimbo , no alto catumbela fotos do nito espalhado por todo que canto amae diser olha ele queria matar ocamarada pr neto, que grande mentiras muito grato pela toda equipa tuapandula. NL

  7. Osvaldo diz:

    Nao tenho nada para comentar senao para fazer uma intervencao acerca dos que morreram no genocidio de: 27 De Maio de 1977 Neste Genocidio tambem perdi um familiar que foi arrancado de casa no Bie, e infelizmente nunca mais ouvimos nada do nosso Familiar… Cardeal Afonso Celestino. De filiacao: Miguel Afonso Celestino e de Palmira Manuel Goncalves Afonso Para todos aqueles que no periodo do Genocidio estiveram em Angola e que talvez recordan-se deste nome, por favor, gostaria que me dessem pormenores como eu deveria ter dados acerca do nosso familiar… Mas devo Recordar que ele so estava no Bie, talvez porque na altura so tinha 2 anos de idade e ja nao me recordo de muita coisa em missao de servico ou mesmo quem sabe foi la onde talvez encontrou o refugio para evitar a eliminacao sumaria que infelizmente nao conseguiu evitar… Este nosso Familiar e natural de Luanda(Bairro Operario), que ate, como dizem foi aluno da Mae Do Senhor Agostinho Neto, senhor este que assinou e deu a luz verde para que se inicia-se o Genocidio… A dona Irene Neto, Que se nao estou em erro que e a vice ministra das relacoes exteriores conhece-o Perfeitamente (Meu tio Cardeal) Sou Angolano residente no reino da Holanda. Meu contacto telefonico e: 0031645708292

    Osvaldo.

  8. Pedro Ricardino Jamba diz:

    Eu, por falta de infomação sempre pensei que Nito Alves não vosse do M.P.L.A.
    Agora sei vagamente quem foi Nito.Não si o poruê que o NITO não aparece a ser homenagiado nas grandes efemerides do M.P.L.A?

  9. Lucas Pereira Leitao (Anjú) diz:

    Quero dizer que imprecionou-me, o argumento que o site apresenta sobre a figura de Nito Alve e confesso que pouco sabia sobre este nacionalista que grande contributo deu para a luta de libertação nacional. E mais curioso fiquei quando me apercebi que Nito Alves nasceu na minha província.

  10. Nsinga N'gola diz:

    Na altura dos acontecimentos do 27 de maio de 1977, apenas foi um pequeno rapaz da Opa no Uige, e acreditavamos com todas histórias inventadas por parte dos fingidos. Hoje ao consultar essa página estou a dar por conta o tipo de dirigentes perigosos que temos. nao poupam nenhum esforco para eliminarem os verdadeiros nacionais. lendo a tragetória politica do Nito Alves, estou convencido que tudo que foi dito ou inventado contra ele apenas sao conspiracoes da cupla dos “iko carreira, onambwe” e outros que ambicionavam saquear e implantar o neo-colonialismo em angola. viram que a pessoa do Nito Alves representava um perigo contra as suas ambicoes e interesses dos seus Papas Tugas. actualmente o mesmo comportamento continua nos malvados. a morte do Proff. Mfulumpinga Nlandu Victor, a sexta feira sangrenta, as persseguicoes e tentativas de assassinatos dos filhos da terra por um bando de ingratos que angola acolheu e alberjou. mas cá, se faz, cá se paga. um dia a verdade sairá. o angolano comprenderá quem é o seu próximo e amigo. que a memória de todos inocentes descanse em paz do Senhor nosso Deus.

  11. Luther diz:

    Homenageam os ditos “nacionalistas” e esquecem-se dqueles que verdadeiramente deram a vida por este país. A cambada de corruptos que hoje saqueam o nosso país, teram, de certeza, o seu pagamento. “Quem viver verá” e eu estou aqui expectante a ver o pais “crescer”

  12. Pedro Nenga diz:

    Agradeco os criadores deste website por informarem pessoas mais jovens como eu, a historia da nossa Angola.
    Nito Alvez e’ um dos meus favoritos herois Angolanos. Como angolano na diaspora fico triste por saber que ja nao existem pessoas como Nito Alves, e que o mesmo regime que matou este grande heroi angolano continua no poder e a fazer as mesmas coisa que fazia nos anos 70 (simplesmente mais discretamente). Aqui nesta terra se faz aqui se paga, se aqueles que estao no poder pensam que vao durar para sempre estam bem enganados, Angolanos merecem melhor que o regime JES, ja passamos mal por 500 anos com o colonialismo dos portugueses, mais tambem nao vamos mais passar mal nas mal do regime de agostinho neto herdado por Jose Eduardo dos Santos. “A victoria e’ do povo a luta tem que continuar”

  13. Nelson-Brasil diz:

    Fico muito feliz pelas informaçoes que estamos obtendo sobre esse grande nacionalista camarada nito que luto emprol do povo negro de angola.que pena e que nâo existe mais angolanos como esses em angola.ficaria muito feliz se criassemos uma comissão em busca de todo os responsaveis deste genocidio.pois so atraves de um tribunal vamos julgar eeeses sanguinarios. assassinos e, que alguns continuam no poder até hoje.

  14. Fula diz:

    Fui nascido a quase tres meses depois do 27 de maio de maio,por isso nao sei o que se passou na altura.mais nao tenho duvida que o maior erro da historia do mpla,foi a assassinato,daqueles que muito fizeram pelo mesmo,nito alves,ze van-duenem,monstro imortal,bakalof,bem como os musicos,david ze,urbanito,e artur nunes,q com as sua musicas muito fizeram para o mpla.muito agradecia que me fornecessem todas as 13 trezes em sua defesa,atraves do meu email.

  15. Paulo Correia diz:

    Foi muito encotrar este site q a fala realmente da historia de angola deste miudo nunca acreditei muito pq nunca gostei de ser um pioneiro da opa ,agredeceria imenso que fosse mostrando mais verdades como estas

  16. Leonidio diz:

    Esta história bastante complexa poderá ser escrita mais pontualmente quando os seus protagonistas e os interesses que a motivaram desaparecerem completamente. Mas acredito que desde já podemos procurar de entender mais profundamente tudo o que aconteceu e o porquê? Na última intrevista à Sra Eugénia Neto, referindo a uma Obra que será publicada amanhã, tem uma versão muito diferente, mas isso só nos ajudará mais ainda a entender realmente o que aconteceu a 27 de Maio de 1977. A Sra Eugénia Neto fazia entender que Nito Alves teria sido mandado pela URSS (União Soviética) para reverter a direcção do MPLA, porque, segundo a Sra, Neto estava a preparar-se para abrir canais diplomáticos com os EUA (Estados Unidos da América), o que não era bem visto pelo Moscovo. Por isso, diz a dona Eugénia, os Soviéticos, ao contrário dos cubanos, não eram de acordo com os massacres perpetrados nesse muro que se vê em cima. Isto só mostra como a questão é ainda complexa e que qualquer conclusão deveria ser considerada provisória. No entanto sabemos que muitas vidas se perderam essas circunstâncias. E a nós cabe procurar saber porque é que aconteceu e como pude acontecer?

    • Jota diz:

      Alô Leonidio, aonde vem esssa entrevista da Maria Eugénia? Gostava de a ler na totalidade, pois penso que anda a fazer uma grande campanha de branqueamento da responsabilidade do Agostinho Neto em toda a mortandade que ocorreu no 27 de Maio.Ou será que as pessoas estão esquecidas das suas palavras de ordem naquela altura : NÃO HAVERÁ PERDÃO,NEM CONTEMPLAÇÕES. Ou seja, agarrem-nos e matem-nos !!
      Que livro é que foi lançado no dia 2?

  17. Carlos João diz:

    FAREI DE TUDO PARA QUE ESTE site seja VISTO POR MUITOS ANGOLANOS. Mais uma vez agradeco imenso por clarificarem aspectos historicos do nosso querido pais, governado por bandos de corruptos que nao pensam nem um pouco quando aniquilam os autoctones. DEUS TENHA AS ALMAS DOS QUE DESAPARECERAM.

  18. José Kitumba diz:

    Como é q esta nação vai ser abençoada com toda esta maldade cometida por pessoas que se dizem ser revolucionários? Até quando esta impunidade?!? Queimar pessoas numa ambulância só para incriminar pessoas que se dedicaram de corpo e alma para a Libertaçao desta vergonha de pátria do jugo colonial!!! Sinceramente é muito triste camaradas! Todos esses camaradas que se dizem pseudo intelectuais deviam é ter o cerebro ligado à tripa mais grossa do nosso sistem digestivo para cometer tão hodiondos crimes e invenções, vocês deveriam ter vergonha de estarem ai a passear em ruas esburacadas e mal cheirosas em grandes carros quando pesa sobre os vossos ombros crimes desta natureza!

    Só quando o último rio ser envenenado,
    O último peixe ser morto,
    A última árvore ser derrubada,
    é que vocês irão perceber que crime não compensa.

  19. Miguel diz:

    Sou estudante do segundo ano do curso de contablidade e gestão e sou um estudante que gosto muito da historia de Angola.
    De facto fico triste ao ler estas coisas ruim q o povo angolano em particular Nito sofreu.
    Espero obter a patir do meu email mais noticias sobre o povo angolano.

  20. Simão Narciso diz:

    SOU AFRICANO COM ORGULHO. Reconheço a minha cor misturado em consequencia do colnialismo.Tenho simplesmente 18 anos e fico chocado alias chocadissimo ao constactar que o tal dito heroi nacional fez coisas impenssaveis de um ser humano equilibradi psicologicamente. ABREM OS OLHOS MWANGOLES

  21. Filomeno Carlos Alfredo diz:

    É com lagrimas que leio a vida e morte de Nito Alves neste dia ao sair da 9ª brigada muito cedo por dispensa deparei-me com muldidão a ir para RNA manifestar o apoio ao comandante Nito ao tentar voltar começou a chacina na RNA feita pelos cubanos auxiliados pelo Disa ONAMBWE hoje rico e outro morto é isto que eles queriam a pequena burguesia camufulada.

    Haverá contas a ajustar um dia só deus quem sabe Sempre com Nito no coração.

  22. Nyonil diz:

    Sou angolano de origem dos Dembos natural dos Dembos, conheci de perto. Pensando bem esta historia eu acho que aquele foi o ultimo suspiro do angolano.

  23. Pica Pulgas diz:

    Nada de novo: O “revisionista” Kruchtchev, entre muitas coisas mais, poderá ler no “Relatório secreto ao XX congresso do partido comunista da União Soviética (1956), conquanto referindo-se apenas ao pessoal dirigente da sua agremiação: “foi demonstrado que, dos 139 membros e suplentes do Comité Central do Partido, que tinham sido eleitos no XVII Congresso, 98 tinham sido presos e fuzilados, quer dizer 70%, na maior parte em 1937-1938″. Ou ainda: “Sorte idêntica foi reservada, não só aos membros do Comité Central, mas também à maioria dos delegados ao XVII Congresso; dos 1966 delegados, quer com direito de voto quer com voz consultiva, 1108 pessoas, quer dizer, nitidamente mais do que a maioria simples, foram presas sob a acusação de crimes contra-revolucionários”
    Com a cisão da 1ª Internacional começou o erro marxista-leninista – a história veio provar que Proudhon estava certo, é por aí o caminho para a emancipação humana.

  24. Khomeini Shakur diz:

    É uma honra saber e conhecer mais sobre o nosso grande Revolucionário Nito Alves. Nunca tinha sabido nada a seu respeito mas hoje visitei esse site interessei-me logo pela sua História, alguém poderia ajudar-me em como obter livros sobre o 27 de maio?1

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